Julho 30, 2009

Empregada com síndrome de decoradora

Minha casa está uma loucura. Cheguei de férias na segunda e era uma poeirada só. Vivo um dilema grande: preciso de uma faxineira, mas tem que ser dentro das minhas regras. Estou decidida a não pegar qualquer uma.

Esta nova colaboradora terá que preencher alguns pré-requisitos. Primeiro, ser de confiança. Segundo, não precisar pegar ou levar no ponto de ônibus (lembrem-se, moro muito longe). Terceiro, saber fazer faxina! Já perguntei na portaria do condomínio, mas não consegui nenhuma indicação. Acho que vou partir para os vizinhos. Vai que alguma empregada deles quer fazer faxina depois de sair do trabalho, no sábado! Só que eu não me relaciono com vizinhos…

 Bom, enquanto tento sobreviver a este dilema, vai aí a história excelente de uma leitora e sua empregada.

Uma amiga carioca e advogada de sucesso me contou que a empregada dela (que trabalhava na casa há 9 anos) disse que estava “cansada” e precisava dar um tempo do trabalho. Três dias depois, veio uma moça indicada pela empregada da casa da mãe dela. Uma semana depois,  teve que mandá-la embora.

Logo no início, pintou um clima estranho, de não muito boas vibrações, como eu menciono no blog. Além do mais, não limpava, não passava… um dia ela chegou em casa no meio da tarde e a empregada estava assistindo televisão, com tudo sujo.

Pra completar, quebrou a geladeira recém comprada, o aspirador, rasgou o forro da espreguiçadeira, um estrago geral. O mais engraçado: apesar de não fazer nada direito, queria decorar a casa da minha amiga. Um belo dia, perguntou toda séria:

- A sra. não gostaria que eu mexesse nos móveis, mudasse “a decoração” de lugar?
- Como assim????
- Não, é que eu acho que a cama de casal deve ficar em outra parede, não está legal deste jeito. Outra coisa: por que a sra. não tem cortinas?

Ela pensou: kkkkkkkkkkkkkkk. E respondeu apenas:

- Não é para mexer na decoração, não. Pode deixar tudo como está.

Ela torceu para que a moça pedisse demissão. Mas não pediu, e continuou deixando tudo sujo. Até ser demitida…

Maio 13, 2009

“Socooooorro! As babás estão em extinção”

Gente, adorei esta matéria que saiu na Época online! Meu amigo Gusta me mandou, por saber que eu me interesso pelo assunto… hehehe. Gostei deste negócio de “Criança Terceirizada”…

 

Socooooorro! As babás estão em extinção

Kátia Mello

De um dia para outro, eu fiquei sem babá. A pessoa que cuidava do meu bebê de 7 meses e do meu outro filho, de 3 anos, quebrou o pé e anunciou que partiria para sua cidade natal, na Bahia, onde a mãe poderia tomar conta dela. Depois de sua partida, o caos instalou-se em minha casa. Eu e meu marido somos profissionais liberais e não tenho sogra ou mãe na mesma cidade. Então com quem deixaria meus pequenos?

Comecei a minha saga atrás de uma babá e em três semanas descobri o que as estatísticas acabam de revelar em uma pesquisa inédita da Organização Internacional do Trabalho: há uma grande demanda de babás e uma pequena oferta de boas profissionais nesse mercado. O Brasil é um dos poucos países em que ainda há serviço doméstico. São 6,6 milhões de brasileiros que ocupam essa categoria, sendo que, desse total, 93,2% são mulheres e 6,8% são homens. As babás são 10%, ou seja, são mais de 6oo mil mulheres, mas está cada vez mais difícil encontrar uma boa profissional, com referência e experiência. Como a demanda é grande, o que existe é um aumento no número de mulheres que querem ser babás por conta do salário. São empregadas domésticas, auxiliares de enfermagem, cozinheiras e até arrumadeiras temporárias que, desempregadas, buscam a chance de ganhar melhor que uma empregada doméstica. O piso salarial de uma babá é o mesmo de uma empregada doméstica, o salário mínimo nacional, de R$ 465,00, mas elas podem ganhar cerca de R$ 1.200, dependendo do tipo de trabalho que exercem. As que não têm experiência e formação acabam zanzando de agência em agência, sem obter emprego.

Na Inglaterra são raras as mães trabalhadoras de classe média que podem pagar as 10 libras (cerca de R$ 32) a hora, exigidas por uma au pair. Talvez as nossas tradições da casa-grande & senzala tenham feito com que nos tornássemos dependentes dessas mulheres dispostas a cuidar de nossos filhos. O pediatra José Martins Filho, ex-reitor da Unicamp e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria, vai além. Ele diz que as mães brasileiras delegam tanto os cuidados de seus filhos que eles estão sendo terceirizados. Autor de A Criança Terceirizada – Os descaminhos das relações familiares no mundo contemporâneo (ed. Papirus), Martins diz que a mãe deveria cuidar de seu filho até que ele completasse 2 anos. Além de ter defendido a licença-maternidade de seis meses (aprovada no ano passado), ele diz que a mãe, para poder amamentar, deveria trabalhar apenas meio período ao voltar da licença. Mas como fazer isso no mundo moderno?

Se, por um lado, as babás tornaram-se auxiliares fundamentais para quem trabalha fora, por outro existe a percepção de que elas realmente estão substituindo as mães e fazendo parte dessa terceirização a que o pediatra se refere. É só prestarmos atenção em como aumentou o número de mulheres de branco nos domingos cuidando de crianças na Praia de Ipanema. Ou ainda reparar nessas profissionais dando de comer aos bebês nos almoços dominicais em shoppings paulistanos. Onde estão as mães que delegam tudo às babás, até nos fins de semana? Martins prega a conscientização daqueles pais que reclamam que é um “saco, trabalhoso e chato” cuidar dos pequenos. Ele diz que, antes de ser pai ou mãe, é necessário saber que criança dá mesmo muito trabalho.

Senti essa exaustão na pele e até adoeci (tomei antibiótico, corticoide e muitas inalações para a minha bronquite). Voltei a ter uma ajudante. Mas ficar sem ela durante um certo período também me trouxe muitas alegrias. Passar a dar banho nos meus filhos diariamente se tornou uma das atividades mais prazerosas do meu dia a dia. E você, acredita que as mães estejam terceirizando a maternidade?

Abril 27, 2009

Os anéis de ouro da babá

Chegamos de viagem ontem e fizemos uma faxina daquelas na casa. Embaixo do piano dava medo… tinha inseto que eu nunca vi na vida, morando lá com mulher, filhos, sogra, cachorro, papagaio etc. Já os primos deles estavam morando atrás do móvel dos DVDs, no escritório… sério, estes dois lugares não são limpos há, pelo menos, seis meses. Levando-se em consideração que este é o tempo que eu fiquei com faxineira em casa, ela NUNCA foi lá. Estou pensando em começar uma série de textos com o tema “como aprender a falar a língua da sua empregada”, para ver se eu me vigio mais e não deixo a faxineira chegar neste ponto. Vou amadurecer a idéia…

Bom, mas o tema de hoje tem a ver com a Páscoa na casa de uma amiga. Quando cheguei lá, havia um casal que eu não conhecia. A mulher, de bermuda preta, camiseta preta e muitos anéis de ouro nos dedos, passou a maior parte do tempo cuidando de suas duas crianças pequenas. Até almoçou com elas, uma vez que o almoço dos adultos demorou muito para sair. Quando a comida saiu, ela novamente sentou à mesa, ao lado do marido, e comeu de novo. Na hora de ir embora, se despediu de nós, chamando todas pelo nome. Achei estranho, pois eu nem tinha trocado mais do que um boa tarde, para ela saber meu nome.

Quando o casal se foi, comentei com a dona da casa como a esposa do fulano era tão calada e obtive de volta uma sonora gargalhada da minha amiga, que me revelou que a senhora esfomeada era a babá das crianças! Fiquei chocada. Primeiro pelos anéis de ouro e depois pela sensação de que a moça está tentando ocupar um espaço naquela relação. Conversando um pouco mais, fiquei sabendo que a esposa “verdadeira” está em crise bipolar há seis meses, sem sair do quarto, e que a babá faz tudo que ela deveria estar fazendo… e ganhando 3 mil reais para isto! Posso até estar enganada, mas que essa história cheira mal, lá isto cheira…

Gente, pelo amor de Deus, não tenham crise bipolar!

Março 27, 2009

Minha ex-faxineira

Agora no mês de março comemoro um ano sem empregada. O aniversário veio numa data difícil, pois estou abarrotada de trabalho e tenho dado pouca atenção às tarefas do lar.

Acordei hoje e dei de cara com o cachorro pequeno lá de casa dormindo embolado nas cobertas da Vavá. E roncando igual a um porco! Não sei como ela consegue dormir com o barulho que ele faz. Pior: o cachorro estava cheio de lama. Resultado: quando chegar hoje em casa terei que trocar as cobertas do colchão dela…

Dispensei a faxineira lá de casa. Decidi que não vou aguentar coisas que me incomodam e ela conseguiu chegar no meu limite mais rápido do que eu esperava. Tudo começou no feriado de Carnaval. Na Quarta-Feira de Cinzas era dia dela fazer a faxina no meu escritório. Como eu estava viajando e não teria expediente lá, pedi para o motorista ficar com a chave, esperando ela chegar. Não chegou. E também não deu a menor satisfação.

Na semana seguinte, o motorista foi perguntar o que aconteceu e recebeu uma saraivada de ignorâncias. Ela chamou ele de burro para baixo, por não ter combinado com ela. Ou seja, a patroa é ela. O motorista só respondeu que cumpria ordens minhas e não dela.

Bom, na semana seguinte, o motorista ficou nos ajudando a distribuir ovos de páscoa de um cliente do escritório, o que fez com que ele chegasse mais tarde lá em casa para buscá-la. Deixa eu explicar melhor. Moro num lugar que não tem ônibus, van ou carroça. Então, ou o trabalhador anda 40 minutos até o ponto mais próximo (a maioria faz isto), ou tem um patrão como eu, que fornece motorista para levar e buscar.

Voltando ao entrevero. Ele chegou tarde para buscá-la. Foi um fusuê. A mulher deu um ataque de pelanca e deixou um bilhete pra mim dizendo que aquele horário não dava pra ela. Como eu já estava de saco cheio mesmo, disse que tinha visto o bilhete e que não havia problema, pois eu já tinha arrumado outra faxineira lá pra casa (mentira, era só pra ela não querer voltar atrás). Saiu calada neste dia.

Ontem, no meio da manhã, recebo um telefonema dela dizendo que “nossa amizade” não era de agora, e que eu podia flexibilizar o motorista, mandando buscar ela mais cedo. Eu expliquei que o que tinha acontecido não foi de propósito e que eu não podia garantir que não fosse acontecer novamente, pois dependo dos meus clientes para pagar os salários de todos, além de minhas contas.

O pior mesmo foi quando eu expliquei que a demora tinha sido por conta da distribuição dos ovos de páscoa. Ela retrucou perguntando se não podia deixar para entregar outro dia. Eu expliquei que a agenda de senadores, deputados e do presidente da república (algumas das autoridades que receberam os ovos naquele dia) não estava condicionada a agenda dela. Mas ela não se fez de rogada, continuou argumentando que não era possível que eu tivesse compromissos demorados no dia da faxina dela. Expliquei que tenho compromissos demorados TODOS os dias! E finalizei aquela conversa absurda dizendo que o problema é que ela achava que o mundo girava em torno dela.

Agora eu começo uma nova etapa, a busca por uma nova faxineira…

Janeiro 29, 2009

Férias da empregada

As férias escolares acabaram e, consequentemente, a rotina da maioria de nós. Conheço gente que está dando graças a deus que as aulas começam segunda!

Ao reencontrar minhas amigas, em Brasília, uma delas me contou a história da volta da empregada ao trabalho. Era segunda-feira, dia  19, e ela tinha chegado na capital federal dia 15. Neste mesmo dia 15, estava marcado para sua empregada também voltar de férias. Flavinha, minha amiga, chegou em casa e nada da empregada. Era uma quinta-feira. O dia acabou, a sexta-feira começou e ainda nada. No final da tarde, minha amiga decidiu ligar. Depois de muita insistência, sua empregada atendeu, já rindo… gente, fala sério, será que não merecemos nem mesmo um fingimento!

Bom, durante o diálogo, permeado por muitas risadas do outro lado, minha amiga ficou sabendo que a moça tinha acabado de chegar de viagem. Férias prolongadas… Flávia perguntou porque ela não ligou para avisar, e ela disse que o celular estava sem crédito. Minha amiga perguntou: “e quando foi que você gastou dinheiro com crédito para me ligar?”. Depois de uma risada e a resposta “é mesmo, eu só ligo à cobrar”, Flavinha desligou o telefone, sem muitos comentários. No dia seguinte, sábado, também dia dela trabalhar, ninguém apareceu…

Falei pra ela que numa hora destas, só tem duas alternativas, ou desconta os dias ou manda embora. Quando chega neste nível, em que a empregada está rindo de você estar em casa fazendo o serviço dela, não tem mais relação possível.

Dezembro 22, 2008

Pedido de demissão incomum

Final do ano chegou e eu, como sempre, estou em casa sem as crianças, que já estão de férias no Rio.  A rotina sem elas é um tédio… não tem gritaria, quarto desarrumado, cozinha cheia de louça pra lavar, chão imundo, roupas fedendo a cachorro… enfim, sinto falta disto tudo. Dá pra acreditar?!

No mês passado foi a festa da Chris, filha da minha amiga (e leitora!) Sisi. Lá, encontrei com outra amiga, a Tatiana, também jornalista e apresentadora de TV poderosa.  Como ela já conhecia meu blog, me contou sobre o pedido de demissão incomum de sua empregada.

Um belo dia, a moça chegou pra trabalhar, como de costume, e avisou que ficaria só até fevereiro, pois iria procurar um emprego que pagasse mais. Minha amiga não tem filhos e ela e o marido passam o dia todo fora de casa. Ou seja, não tem quase nada para fazer lá.

Diante do “aviso prévio”, minha amiga saiu a procura de outra pessoa para colocar no lugar. Ao encontrar, comunicou a antiga empregada que fez um escarceu. Ligou para a mãe da minha amiga, reclamando da atitude! No telefonema, acabou confessando que o que ela queria mesmo era um aumento de salário! Não dá pra acreditar…

Mas o pior ainda está por vir. Minha amiga disse que indicaria ela para uma amiga e ouviu a seguinte frase: “amiga sua, doidinha igual você, não quero de jeito nenhum!”. É mole?!

Novembro 21, 2008

Marlene, a empregada inesquecível

Como estou boazinha hoje, vou falar de empregadas domésticas que fogem a regra.

Uma amiga da minha filha mais velha tem em casa a empregada dos meus sonhos. Tem boca mas não fala e cozinha maravilhosamente bem. Todas as festas da família são minuciosamente planejadas por ela, que não pergunta nada a ninguém, apenas começa a pesquisar em sua estante de livros de receitas e faz as melhores coisas que eu já comi em festas caseiras. Bolos dignos de boleiras renomadas, finger foods e doces incríveis. Até o cachorro quente dela é magnífico!

Me pergunto: por que algumas pessoas tem o mérito de vir pra esta vida com empregadas como a Marlene e eu não?! Devo ter sido um peste na vida passada para merecer isto…

Está chovendo muito aqui e a casa não pára limpa, é pedaço de grama pra tudo que é lado. Acho que vamos ter que começar a entrar pela porta dos fundos, pra sujar menos, pois assim deixamos sapatos e mochilas na área de serviço, conseguindo “salvar” a casa.

Deixando de lado um pouco da dor de cotovelo da Marlene não trabalhar lá em casa, hoje, acho que não iria querer nem mesmo ela. Talvez eu quisesse ela para abrir um Café, mas dentro de casa nós ganhamos uma privacidade enorme e uma família mais unida em torno de um bem maior, que é manter a casa arrumada, sempre!!!

Outubro 22, 2008

“Bati na minha empregada”

Calma, não fui eu! Até porque, eu não tenho empregada…

A revelação foi feita por uma amiga minha, que pediu anonimato porque a coisa está correndo na justiça, mas vale a pena relatar, mesmo sem citar os nomes.

A empregada dela pediu demissão, segundo esta, porque estava trabalhando muito e tinha arrumado um emprego para ganhar o mesmo e trabalhar menos… tolinha… bom, mas aí ela indicou uma amiga para a vaga. Aceitar amiga de empregada é erro grave! Minha caríssima amiga aceitou a proposta, mas, segundo ela, sentiu uma coisa ruim quando foi buscá-la no ponto. Parece besteira, mas isto é válido sim, se você sentir uma vibração ruim, não insista.

Depois de alguns dias, a empregada nova começou a tratar as crianças mal. Isto em apenas duas semanas! Foi aí que minha amiga descobriu que a ex tinha entrado em acordo com ela, dizendo que era para a amiga aguentar no emprego ruim, que ela arrumaria algo melhor rapidinho. Ela soube pela vizinha, cuja empregada ouviu a história da boca do porteiro, que está de caso com a ex-empregada dela, apesar dos dois serem casados… agora, se elas fofocam assim de suas próprias vidas, imaginem das nossas!!

Minha amiga não aguentou e providenciou a demissão dela. Foi aí que o problema começou… na hora de fazer as contas, minha amiga descontou os dias em que elas trabalharam juntas na casa, mandando ela cobrar da amiga, uma vez que as duas estavam mancomunadas contra ela. Foi uma pacadaria daquelas. A sorte é que a mãe dela estava em casa neste dia e separou as duas.

Foi parar todo mundo na delegacia e agora a apurrinhação, com certeza, vai ser muito maior…

Não repitam isto em casa, por favor!

Outubro 2, 2008

Tirando a poeira (do blog!)

Estou de volta!

Vocês não imaginam a quantidade de adaptações à rotina da casa que eu tive que fazer nestes últimos três meses. Tive que me render a faxineira. Vocês lembram que eu chamava uma empresa de limpeza, quinzenalmente, que virava minha casa de cabeça para baixo? Pois é, mas tinha um problema que só fui perceber depois: eu tinha que acompanhar a limpeza… então, era um sábado inteiro em casa, sem fazer nada além disto. Muito chato.

Bom, como eu tinha uma faxineira no escritório, que ía lá quinzenalmente, agora ela alterna. E por mais 30 reais ela está passando as camisas do Jorge. A negociação foi boa financeiramente, pois estávamos gastando 60 reais por semana com as camisas do Jorge na lavanderia. Agora gasto 60 por mês.

A rotina das meninas também foi alterada. A Tita está mal no colégio, então começou a fazer reforço escolar, na quadra do meu escritório, todos os dias. Então, ela não volta mais pra casa à tarde. Com a Vavá a coisa ficou complicada. O Jorge, que fica com ela em casa na parte da manhã, estava fazendo um trabalho extra, que durou dois meses, exatamente na manhã. Ela ficou tipo ping-pong, um dia ía com ele, outro ía comigo.

Mesmo com o final deste trabalho, estamos repensando a rotina da Vavá. Uma opção é colocá-la na natação pela manhã, nos dias que ela não tem ginástica olímpica. Com as manhãs ocupadas, fica mais fácil administrar. A outra é levá-la para um colégio cujas aulas sejam pela manhã, aí ela e Tita ficarão sempre juntas. Neste final de semana teremos uma reunião de família para fazer as adaptações necessárias. Eu já percebi que é muito importante fazer isto, para analisar o que está dando certo ou não, do contrário, a opção de viver sem empregada vai pro ralo…

Junho 9, 2008

Vavá “resolveu” dar trabalho…

Quando a gente pensa que não pode piorar, é aí que as coisas pioram mesmo…

A Vavá não consegue comer direito desde a semana passada. Começa com aquela gula característica dela, e pára nas primeiras garfadas, dizendo que vai vomitar… e não vomita. Levei ela na emergência, tarde da noite, e a médica acha que é a vesícula.

Terei que passar uma semana entre este “acha” e o diagnóstico correto, pois a gastro da família só vai atender dia 12. Até lá, dietinha básica, que não vai fazer muita diferença, pois ela está pesando 35 QUILOS!, e muita paciência. Nesta idade, eu acho que pesava uns 25…

Mudando de assunto, minha amiga Fefê me mandou uma matéria sobre a inauguração de um novo shopping em Sampa, chiquérrimo, com Dior, Channel, Ermenegildo (segundo a Dri, como alguém com este nome pode ser chique?!).

Tenho perdido mais tempo para pensar na roupa que vou trabalhar e descobri que isto refletiu em economia para meu bolso. Eu leio muita revista de moda e muitas vezes dá para adaptar a roupa antiga com a moda de hoje. Aconteceu isto semana passada.

Eu tinha um lenço de seda lindo e muito antigo, na cor berinjela, assim como um cachecol berinjela e um twin set berinjela. Todos eles comprados em épocas diferentes, e todos na moda, novamente. Vesti tudo com uma saia preta, meia fina preta e sapato preto. Ficou um luxo!

Algumas das minhas amigas sabem que eu fotografo meus looks, pra não esquecer. Às vezes, eu visto e me fotografo, às vezes, eu monto as roupas no cabide mesmo. O certo é que nos dias em que a inspiração está pouca, as fotos ajudam muito! Mas não pode esquecer de fotografar quando o look dá certo, senão o lenço vai para o fundo da gaveta e fica lá esquecido por cinco anos, como aconteceu com o meu berinjela…

Semana passada teve Expotchê e eu não falto a nenhuma, desde que me mudei para Brasília. Mas, este ano, a barraca que eu compro meus casacos de lã não veio a feira. Fiquei arrasada… mas não me dei por vencida, procurei eles na internet e achei! Mandei um e-mail reclamando da ausência e recebi de volta a resposta que eles vendem pela internet! A pessoa quando é consumista é fogo…