A volta da faxineira

Decidimos que a rotina de casa estava muito pesada e votamos pela volta da faxineira. Já fazia um ano e meio que estávamos sem ninguém e a chegada de mais um cachorro (que veio por doação, ou seja, aprontou todas em outras casas, já que cachorro educado ninguém doa!) complicou a rotina.

Decidimos pela esposa de um conhecido, para eliminar a questão da desconfiança. Uma vez por semana, apenas. No primeiro mês já foram dois itens quebrados, um deles caríssimo… sem contar que ela esqueceu o gato trancado no meu quarto e ele mijou toda minha cama. Não é fácil lidar com empregados domésticos, com certeza, mas eu tive que colocar na balança os prós e contras. Estávamos todos cansados. Venho ajustando as coisas com ela desde então e não aconteceu mais nada de grave.

Ainda morro de medo do manuseio de itens caros. Cheguei em casa de viagem e encontrei o tapete persa no quarto da minha filha, aquele local que recebe adolescentes com bala, pipoca e refrigerante! Não a culpo de não saber o que significa aquele item, só não entendo porque ele foi trocado de lugar sem me perguntar…

Bom, entre mortos e feridos, estamos indo bem. Mas eu evito áreas de atrito. Nada de porcelana ou cristal. Não deixo para ela lavar nenhum desses itens, pois percebi, da pior forma possível, que ela tem mão pesada. Mas isto tem uma vantagem: ela lava banheiros muito melhor que eu!

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Balanço do blog em 2013 – 24 mil leitores de 51 países. Obrigada pessoal!

Here’s an excerpt:

The concert hall at the Sydney Opera House holds 2,700 people. This blog was viewed about 24,000 times in 2013. If it were a concert at Sydney Opera House, it would take about 9 sold-out performances for that many people to see it.

Click here to see the complete report.

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Nova “Lei das Domésticas”

Há cinco anos que eu venho falando aqui no blog que o serviço do empregado doméstico estava em vias de extinção, mas acho que, finalmente agora, todo mundo está concordando comigo! Já me perguntaram até se eu era vidente! kkkkkkkk

Bom, era uma coisa óbvia, já que ambas as partes não estavam mais satisfeitas com esta relação, nem patrão, nem empregado. Acho que o maior problema hoje é de quem tem filho pequeno com babá dormindo em casa. Não consigo ver uma saída, a não ser trabalhar menos, seja o pai, seja a mãe. As escolas integrais são uma excelente alternativa mas, no final do dia, alguém tem que buscar a criança no colégio… acredito que, passado este difícil processo de mudança, muitos pais perceberão que estavam acomodados na rotina do trabalho e que esta otimização de horário aumentou o convívio familiar.

Agora, para quem não tem filho pequeno, é mãos à obra! Acabou essa história de chegar do trabalho e deixar roupa na sala, tomar banho e deixar a toalha molhada em cima da cama, beber água e não lavar o copo, só comer depois que a mãe chega em casa… se na família não se unir em torno do trabalho doméstico, não vai ter dinheiro que pague as horas extras das empregadas.

Tenho pensado em dar uma intensificada nas pesquisas por métodos que facilitem a vida. Outro dia vi uma coisa tão besta e tão útil que eu só me perguntava o porquê de não ter pensado nisto antes. Era um sapateiro, daqueles que ficam pendurados atrás de portas, usado para organizar materiais de limpeza. É bom até para uma pessoa como eu, que tem muito espaço na área de serviço. Serviço de casa tem que ser descomplicado e, se você vai “dividir” as tarefas agora com faxineira/empregada, tudo tem que estar visível para todos.

Outra questão que aprendi a duras penas é não pagar extra para a empregada/faxineira passar roupa. A minha negligenciava o serviço da casa, cuja grana já estava garantida, para ficar passando roupa. Imagine agora com o tempo de trabalho sendo cronometrado por um relógio de ponto?! O melhor é comprar uma lava-roupa e uma secadora, optar por roupas que não amassem muito, para não ter que passá-las (eu não passo nada!), e mandar as camisas sociais para a lavanderia. Na minha cidade tem uma que passa camisa por R$ 2,50, a partir de 10 camisas.

A matéria da Veja explica um pouco das mudanças legais.

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/pec-das-domesticas-o-que-muda-para-o-empregador

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“Forbes” fala sobre o fim do trabalho doméstico no Brasil

O artigo é muito interessante, principalmente porque o repórter morou 10 anos no Brasil. Como eu sempre falo aqui, temos que nos preparar, pois o serviço doméstico começará ser feito por todos da casa, muito em breve. O maior sinal disto é que a maioria não está satisfeita com o que tem, nem patrão nem empregado. Sempre achei uma loucura pessoas que constroem casas gigantes (meu terreno tem 1,1 mil m2 e minha casa tem 100 m2), trauma de infância, sei lá o motivo. Eu sempre visualizo uma vida cada vez mais simples e sigo na linha de que o empregado doméstico tem que lutar para conseguir uma carreira melhor. O único que resiste bravamente na minha casa é o motorista, mas minhas filhas estão chegando na maior idade e eu ofereci a ele pagar um curso técnico (do que ele escolhesse), pois o cara tem muita visão e vai se dar bem no mercado. Tudo bem que ele escolheu o curso de vigilante e eu estou com medo da mulher dele querer me matar, mas, pelo menos, é melhor do que trabalhar lá em casa…

http://www.forbes.com/sites/kenrapoza/2013/01/22/brazils-poor-middle-class-and-the-poor-that-no-longer-serve-them/

E a Folha de São Paulo fez uma matéria comentando o artigo da Forbes.

http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/1220184-ana-estela-de-sousa-pinto-nossos-filhos-sem-domesticas.shtml

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Aspirador novo!

Finalmente me decidi! Acabei não comprando a tal da feiticeira elétrica, pois descobri aqui com minhas leitoras que aspirador bom é aspirador que tem bastante Watts. Eu tinha ficado na dúvida entre um de 1.600 e um de 1.000 watts. A minha única condição era que o modelo fosse daqueles verticais, que você não precisa ficar curvado para limpar. Depois de uma pesquisa na internet, em comentários de quem tinha os modelos que eu pré-selecionei, percebi que o aspirador de 1.600 watts era muito pesado.

Entreguei para Deus e comprei o de 1.000 watts. Deu certo! Ele não é muito pesado e tem bastante potência. A regulagem de velocidade é bastate útil, pois, quando chego no tapete, tenho que colocar no máximo, mas quando estou no piso, posso operar no mínimo, sem precisar passar mais de uma vez no lugar. A única coisa chata é que ele, por ser vertical, não entra embaixo do sofá, mas coluna cervical agradece! Bom, mas para quem, até outro dia, vivia com vassoura o mop, não custa nada puxar a sujeita para fora com a vassoura e chupar com o aspirador.

Os pêlos do gato e os cabelos das três mulheres da casa já não me irritam mais! kkkkkkk

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Desvendando eletrodomésticos

As férias do trabalho foram boas para eu gastar um tempinho descobrindo porque algumas pessoas compram aparelhos mais caros. O primeiro deles foi o aspirador de pó. Eu vinha “sonhando” em comprar um aspirador tipo “feiticeira elétrica”, mas me perguntava: se ele é tão bom, porque ninguém que eu conheço tem? Entrei nesta maratona desde que uma leitora me revelou que só é possível se livrar, eficientemente, de cabelos humanos e pêlos de animais, com o aspirador.

Bom, parti para analisar os aparelhos que as pessoas mais compram e, por último, fiquei de olho no aspirador do hotel em que estava hospedada. Resultado: quem paga mais está optando por aspiradores mais potentes, com grande poder de sucção. Faz sentido! Quem quer ficar passando o aspirador várias vezes no mesmo lugar?! O aspirador do hotel quase sugou minha roupa! Só soltou quando eu desliguei.

O outro item foi a lava-louças, que também tinha no hotel. Era enorme, tinha oito funções e cabia panela grande (que não ficaram bem lavadas, admito). Não vi grande diferença em relação à minha velha máquina, mas gostei do fato de ter cabido bastante coisa e de ser econômica em termos de água e energia. Fundamental na hora de escolher um aparelho!

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Meu blog não é uma democracia

Quando criei este blog, tinha a intenção primeira de desabafar e, depois, de encontrar pessoas que estivessem passando pelos mesmos problemas com empregados domésticos. Bom, quero esclarecer, então, que não adianta enviar para cá comentários que tentem desmoralizar nem a mim e nem as minhas leitoras assíduas. Não adianta, não vou aprovar comentário de empregada doméstica, de pessoas que nitidamente não são responsáveis pelo relacionamento com estes profissionais em suas casas, ou que simplesmente gostam de defender o que definem como “minorias oprimidas”. Minha última faxineira não se sentia nem um pouco oprimida ao chegar para trabalhar depois do almoço, indo embora às 16h, se aproveitando da minha ausência.

Quem quiser fazer política com empregada doméstica, que crie seu próprio blog! E as empregadas que quiserem voz, também podem criar seus próprios canais.  Aqui, não adianta, não vou publicar. Minhas leitoras chegam aqui sofridas, assustadas, cansadas e era só o que faltava agora eu autorizar a publicação de comentário grosseiro e sarcástico! Faça-me o favor…

A internet deu a todos os seres humanos a possibilidade de ter voz, e aqui é a voz de quem não está satisfeito com seu empregado doméstico. E só. Como toda mulher que trabalha e ainda administra filhos, marido, empregados e casa, democracia é muito bom da porta pra fora!

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