A gravidez da faxineira

Minha faxineira engravidou e eu tive que voltar para a pista em busca de outra. Uma amiga estava abrindo mão de um dia da dela e me indicou. Só tinha um porém: minha amiga mora em área nobre e eu moro num local de difícil acesso, no popular, no meio do mato… eu não gosto muito de pegar faxineiras que não sejam da vizinhança, porque quem não está acostumado ao local, estranha. Bom, mas eu decidi arriscar.

Dito e feito. Foi um caos. Como minha mãe estava entre a vida e a morte, tive que viajar às pressas e não pude recepcionar a faxineira nova. Quem o fez foi meu marido e minha filha. Só para resumir o que aconteceu, ela esqueceu de lavar o banheiro e, segundo minha filha, passou o tempo todo reclamando que eu morava longe. Como se ela morasse perto.

Eu deveria ter seguido meus instintos e continuado a procurar na vizinhança… toda vez que resolvo me arriscar, dá nisso. No que diz respeito às atividades domésticas, o melhor é ser conservador. Faxineira que está acostumada com áreas nobres da cidade, não gosta de atender gente em outras áreas, mesmo que você pague o igual.

Bom, minha faxineira grávida indicou uma tia dela que conhecia bem onde eu morava e não se incomodava com isso. Faxineira nova, vida nova. As pessoas são sempre muito diferentes e isto inclui a forma de trabalhar. Enquanto a minha antiga nunca tinha limpado a parede de espelho, esta nunca tirou tudo da bancada do banheiro para poder limpar totalmente. Tem um mosquito morto lá há algumas semanas… eu não limpei porque, se eu tirar ele de lá, não vou lembrar de ensiná-la que tem de fazer isso. Mas, nas últimas semanas, não tenho encontrado com ela. Estou saindo muito cedo e voltando muito tarde. O de sempre… pior é que amanhã é dia e eu não devo poder esperar ela chegar, novamente. O jeito vai ser deixar um bilhete ou ligar no celular.

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Mais uma vez, obrigada pelos número de 2014!

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 20.000 vezes. Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 7 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

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A volta da faxineira

Decidimos que a rotina de casa estava muito pesada e votamos pela volta da faxineira. Já fazia um ano e meio que estávamos sem ninguém e a chegada de mais um cachorro (que veio por doação, ou seja, aprontou todas em outras casas, já que cachorro educado ninguém doa!) complicou a rotina.

Decidimos pela esposa de um conhecido, para eliminar a questão da desconfiança. Uma vez por semana, apenas. No primeiro mês já foram dois itens quebrados, um deles caríssimo… sem contar que ela esqueceu o gato trancado no meu quarto e ele mijou toda minha cama. Não é fácil lidar com empregados domésticos, com certeza, mas eu tive que colocar na balança os prós e contras. Estávamos todos cansados. Venho ajustando as coisas com ela desde então e não aconteceu mais nada de grave.

Ainda morro de medo do manuseio de itens caros. Cheguei em casa de viagem e encontrei o tapete persa no quarto da minha filha, aquele local que recebe adolescentes com bala, pipoca e refrigerante! Não a culpo de não saber o que significa aquele item, só não entendo porque ele foi trocado de lugar sem me perguntar…

Bom, entre mortos e feridos, estamos indo bem. Mas eu evito áreas de atrito. Nada de porcelana ou cristal. Não deixo para ela lavar nenhum desses itens, pois percebi, da pior forma possível, que ela tem mão pesada. Mas isto tem uma vantagem: ela lava banheiros muito melhor que eu!

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Balanço do blog em 2013 – 24 mil leitores de 51 países. Obrigada pessoal!

Here’s an excerpt:

The concert hall at the Sydney Opera House holds 2,700 people. This blog was viewed about 24,000 times in 2013. If it were a concert at Sydney Opera House, it would take about 9 sold-out performances for that many people to see it.

Click here to see the complete report.

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Nova “Lei das Domésticas”

Há cinco anos que eu venho falando aqui no blog que o serviço do empregado doméstico estava em vias de extinção, mas acho que, finalmente agora, todo mundo está concordando comigo! Já me perguntaram até se eu era vidente! kkkkkkkk

Bom, era uma coisa óbvia, já que ambas as partes não estavam mais satisfeitas com esta relação, nem patrão, nem empregado. Acho que o maior problema hoje é de quem tem filho pequeno com babá dormindo em casa. Não consigo ver uma saída, a não ser trabalhar menos, seja o pai, seja a mãe. As escolas integrais são uma excelente alternativa mas, no final do dia, alguém tem que buscar a criança no colégio… acredito que, passado este difícil processo de mudança, muitos pais perceberão que estavam acomodados na rotina do trabalho e que esta otimização de horário aumentou o convívio familiar.

Agora, para quem não tem filho pequeno, é mãos à obra! Acabou essa história de chegar do trabalho e deixar roupa na sala, tomar banho e deixar a toalha molhada em cima da cama, beber água e não lavar o copo, só comer depois que a mãe chega em casa… se na família não se unir em torno do trabalho doméstico, não vai ter dinheiro que pague as horas extras das empregadas.

Tenho pensado em dar uma intensificada nas pesquisas por métodos que facilitem a vida. Outro dia vi uma coisa tão besta e tão útil que eu só me perguntava o porquê de não ter pensado nisto antes. Era um sapateiro, daqueles que ficam pendurados atrás de portas, usado para organizar materiais de limpeza. É bom até para uma pessoa como eu, que tem muito espaço na área de serviço. Serviço de casa tem que ser descomplicado e, se você vai “dividir” as tarefas agora com faxineira/empregada, tudo tem que estar visível para todos.

Outra questão que aprendi a duras penas é não pagar extra para a empregada/faxineira passar roupa. A minha negligenciava o serviço da casa, cuja grana já estava garantida, para ficar passando roupa. Imagine agora com o tempo de trabalho sendo cronometrado por um relógio de ponto?! O melhor é comprar uma lava-roupa e uma secadora, optar por roupas que não amassem muito, para não ter que passá-las (eu não passo nada!), e mandar as camisas sociais para a lavanderia. Na minha cidade tem uma que passa camisa por R$ 2,50, a partir de 10 camisas.

A matéria da Veja explica um pouco das mudanças legais.

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/pec-das-domesticas-o-que-muda-para-o-empregador

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“Forbes” fala sobre o fim do trabalho doméstico no Brasil

O artigo é muito interessante, principalmente porque o repórter morou 10 anos no Brasil. Como eu sempre falo aqui, temos que nos preparar, pois o serviço doméstico começará ser feito por todos da casa, muito em breve. O maior sinal disto é que a maioria não está satisfeita com o que tem, nem patrão nem empregado. Sempre achei uma loucura pessoas que constroem casas gigantes (meu terreno tem 1,1 mil m2 e minha casa tem 100 m2), trauma de infância, sei lá o motivo. Eu sempre visualizo uma vida cada vez mais simples e sigo na linha de que o empregado doméstico tem que lutar para conseguir uma carreira melhor. O único que resiste bravamente na minha casa é o motorista, mas minhas filhas estão chegando na maior idade e eu ofereci a ele pagar um curso técnico (do que ele escolhesse), pois o cara tem muita visão e vai se dar bem no mercado. Tudo bem que ele escolheu o curso de vigilante e eu estou com medo da mulher dele querer me matar, mas, pelo menos, é melhor do que trabalhar lá em casa…

http://www.forbes.com/sites/kenrapoza/2013/01/22/brazils-poor-middle-class-and-the-poor-that-no-longer-serve-them/

E a Folha de São Paulo fez uma matéria comentando o artigo da Forbes.

http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/1220184-ana-estela-de-sousa-pinto-nossos-filhos-sem-domesticas.shtml

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Aspirador novo!

Finalmente me decidi! Acabei não comprando a tal da feiticeira elétrica, pois descobri aqui com minhas leitoras que aspirador bom é aspirador que tem bastante Watts. Eu tinha ficado na dúvida entre um de 1.600 e um de 1.000 watts. A minha única condição era que o modelo fosse daqueles verticais, que você não precisa ficar curvado para limpar. Depois de uma pesquisa na internet, em comentários de quem tinha os modelos que eu pré-selecionei, percebi que o aspirador de 1.600 watts era muito pesado.

Entreguei para Deus e comprei o de 1.000 watts. Deu certo! Ele não é muito pesado e tem bastante potência. A regulagem de velocidade é bastate útil, pois, quando chego no tapete, tenho que colocar no máximo, mas quando estou no piso, posso operar no mínimo, sem precisar passar mais de uma vez no lugar. A única coisa chata é que ele, por ser vertical, não entra embaixo do sofá, mas coluna cervical agradece! Bom, mas para quem, até outro dia, vivia com vassoura o mop, não custa nada puxar a sujeita para fora com a vassoura e chupar com o aspirador.

Os pêlos do gato e os cabelos das três mulheres da casa já não me irritam mais! kkkkkkk

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