Casa da Diarista X Sua Casa

É muito difícil me encontrar com a minha diarista. Normalmente, quando alguma coisa não está agradando, deixo um bilhete com a observação do local sujo e as coisas têm funcionado bem.

Hoje, por acaso, vim almoçar em casa e era o dia dela. Tinha uma coisa que eu nunca entendia, que era o fato dela empilhar os pratos aleatoriamente (raso, fundo e sobremesa misturados). Eu pensava assim: não é possível que ela faça isso na casa dela…

Aproveitei o inusitado de eu estar em casa, abri a porta do armário e perguntei:

– “Fulana” na sua casa você guarda os pratos assim?

– Assim como?

– Misturados.

– Não…

– Então por que na minha casa você faz assim??

(ela riu…)

Esta técnica já tinha dado certo antes e acho que vou usá-la mais vezes, para coisas óbvias, claro. Da primeira vez que usei foi quando encontrei, no cesto de roupa suja, um tênis de escola (quem tem filho pequeno sabe o que isto significa!) em cima de todas as roupas íntimas da casa. Neste dia perguntei se na casa dela ela lavava calcinha junto com tênis. O olhar dela foi de indignação, como quem diz, “não sou porca!”.  Aí eu fiz a fatídica pergunta e ela ficou arrasada… não sei se vai dar certo com todas, também não sei se dá pra usar esta pergunta muitas vezes, mas confesso que estou bastante contente de conseguir fazer um link com a casa dela. Se ela quer o melhor pra casa dela, também tem que querer o melhor pra minha! E assim vou vivendo…

6 Comentários

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6 Respostas para “Casa da Diarista X Sua Casa

  1. Suzana

    Grande dica! Vou aplicar lá em casa também!
    Bjs,
    Suzana

  2. kkkkkkkkkkkkkk!!
    Já fiz muito issooo!!! Sabe o que a minha última (que está comigo hoje) respondeu quando lhe perguntei se na casa dela ela era tão desorganizada?
    – Ih! Você não viu nada! Meu marido até comenta como você me aguenta…

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!Nessa hora, pensei com meus botões:
    – Pra falar a verdade, SENHOR, nem eu sei também!!!

    Mas eu sei. É porque cuida bem dos meus filhos, não falta e é muito disposta! E você sabe: cuidou bem, amou nossos filhos…nos ganhou!
    Mesmo matando a gente de raiva em certos momentos, cuidar e amar os filhos (o menor tem 23 anos…kkkkkkkkkkkk!!! Mais um netinho de quase 3 que mora conosco, pq minha filha não quis se casar…) significa “estabilidade” profissional pra uma empregada doméstica.
    Pelo menos pra mim. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!

    • Flavia

      Eu tinha uma doméstica que era muito boa no começo, apesar de me deixar em dúvida se era uma pessoa leal, pois parecia gostar de envenenar as pessoas contra mim (mas o ser humano é mesmo triste, imagine uma pessoa que não recebeu grande educação). Aguentei suas alfinetadas eventuais, porque às vezes parecia se esforçar para não ser tão desagradável comigo.
      Quanto mais simpática eu era, mais ela queria me alfinetar, mostrando o lado mais sombrio da humanidade. Até a minha tentativa de minimizar o sofrimento de alguma pessoa em piores condições, como catadores de revistas e jornais, a incomodava, ela sempre dizia que pobre não presta, embora ela fosse uma, como se todo rico prestasse.
      Pois bem, aguentei tanto essa mulher, além do que deveria, que ela saiu daqui da pior forma possível. Eu tive de mandar ela sair imediatamente, pois estava dando escândalo comigo, gritando, deitando no chão, dando show.
      Acho que essas relações muito difíceis com domésticas não compensam. Elas falam mal da gente, praguejam e quanto mais a pessoa tenta ser legal, elas mais deixam aflorar os maus sentimentos, pois muitas vezes, como a maioria das pessoas, não têm educação e mecanismos para lidar com eles.
      Ela vivia elogiando a simplicidade de minha família, embora dissesse o tempo todo que detestava pobre. Claro que não somos pobres, ao contrário, moramos numa ótima casa e temos outros imóveis, mas somos pessoas simples.
      Ela se incomodava que eu fazia serviços como tingir cabelos em casa, pois dizia que eu deveria fazer isso em salão (como todo rico que se preze, ela devia pensar). Desperdiçava tudo, até a água para fazer café da manhã ela colocava a mais só para ter o gostinho de jogar o resto fora.
      Às vezes penso que esse pessoal acho que todo o mundo tem de ganhar salários milionários para poder desperdiçar tudo à vontade, pois economia, para eles, “é coisa de pobre”. O desperdício de água não tinha fim, torneira sempre aberta, mesmo que não estivesse em uso enquanto lavava a louça, luzes esquecidas acesas por toda a casa, produtos como meus xampus jogados no lixo quando nem haviam sido totalmente consumidos.
      Eis que na hora de mandá-la embora, pois não aguentava mais tanta maledicência (o desperdício eu tentata abstrair o tempo todo, mas a maldade nos comentários diários me incomodava muito, a ponto de eu não mais suportar), ouvi da boca dela que “sou pobre” e “miserável”, que só trabalhou antes em casa de gente rica.
      Ou seja: para ter doméstica parece que é preciso ser rica para eles poderem ter o gostinho de desperdiçar tudo e alegarem que, afinal, o outro é rico e pode comprar de novo. Economia, com essa gente, nem pensar.
      Infelizmente, é uma questão cultural desse país que nunca é enfrentada. É sempre o mesmo espírito perdulário do nosso povo, que chega a seu grau mais exacerbado no comportamento de domésticas e outros empregados de baixa qualificação, como pedreiros, que desperdiçam material de forma impressionante, para os quais “ser rico” é desperdiçar tudo, não economizar absolutamente nada, nem recursos naturais escassos, como água.

  3. Sou uma pessoa 1000% qualificada para nunca ficar sem empregada: não tenho os dois pés, sou casada, tenho cinco filhas sendo que duas delas com menos de 5 anos. Há anos tenho empregadas, sempre me chateando e ponderando por pensar que aqui em casa é muita coisa para fazer, etc. Sempre consigo pessoas fiéis e boas com minhas crianças, a última ficou mais de 2 anos e era um amor com as meninas. Mas foi ficando difícil por motivos financeiros neste momento e, mais importante, pelo esculacho geral, coisas que não davam para passar em branco, me sentia incomodada em minha própria casa. Bem, dispensei ela até conseguir outra e resolvemos encarar em família enquanto isso, com uma super faxineira uma vez por semana e, meu Deus, que maravilha! Não tenho que ficar mediando nada em minha própria casa, reparando tudo que não gosto, pois se não gosto vou lá e faço e, pasmem, até para mim, com tudo isso, não é um bicho de sete cabeças. Minha casa está mais limpa do que nunca, estamos todos muito mais organizados e unidos e sempre sobra tempo! Durmo maravilhosamente bem com meu quarto super limpinho, do jeito que eu gosto, roupas lavadas como quero, tudo separadinho, coisas nos lugares que quero e, com organização e sem preguiça, com os maquinários certos, estou emagrecendo, sempre tenho tempo para trabalhar e fazer as coisas, descanso vendo tudo arrumadinho e durmo muito melhor. Não sei se será para sempre, mas estou amando!

    • Sei como você se sente, foi exatamente o que aconteceu comigo. Você tocou no ponto fundamental, tem que ter a colaboração de toda família. Com o passar do tempo, a tendência do povo de casa é de relaxar, então, nós convocamos uma reunião familiar e expomos os problemas, cobrando atitude de todos. Sempre dá certo!
      bjs!

  4. Maria Valentina

    Kkkkkkkkkkkkk, eu lembro desse dia!

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