Desvendando eletrodomésticos

As férias do trabalho foram boas para eu gastar um tempinho descobrindo porque algumas pessoas compram aparelhos mais caros. O primeiro deles foi o aspirador de pó. Eu vinha “sonhando” em comprar um aspirador tipo “feiticeira elétrica”, mas me perguntava: se ele é tão bom, porque ninguém que eu conheço tem? Entrei nesta maratona desde que uma leitora me revelou que só é possível se livrar, eficientemente, de cabelos humanos e pêlos de animais, com o aspirador.

Bom, parti para analisar os aparelhos que as pessoas mais compram e, por último, fiquei de olho no aspirador do hotel em que estava hospedada. Resultado: quem paga mais está optando por aspiradores mais potentes, com grande poder de sucção. Faz sentido! Quem quer ficar passando o aspirador várias vezes no mesmo lugar?! O aspirador do hotel quase sugou minha roupa! Só soltou quando eu desliguei.

O outro item foi a lava-louças, que também tinha no hotel. Era enorme, tinha oito funções e cabia panela grande (que não ficaram bem lavadas, admito). Não vi grande diferença em relação à minha velha máquina, mas gostei do fato de ter cabido bastante coisa e de ser econômica em termos de água e energia. Fundamental na hora de escolher um aparelho!

6 Comentários

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6 Respostas para “Desvendando eletrodomésticos

  1. Cansada

    Prezada blogueira e demais batalhadoras,
    Primeiramente, agradeço pela iniciativa do blog e pelos relatos, que são um refresco para a alma!
    Vou desabafar meu drama e conto com as preciosas sugestões de vocês.
    Há poucos meses contratamos nossa 1a (e provavelmente última) empregada. Pessoa conhecida, de confiança, não rouba, gosta do nosso cachorro, tudo de bom.
    Vinha de emprego ruim, maltratada. Tratamos bem, colocamos horário bacana, passagem pelo tipo de condução que ela escolheu, todos os direitos certíssimos. Somos um casal e um auau num apto de 2 quartos. Vindo de 2a a 6a, 7h por dia, dá pra fazer milagres em matéria de limpeza e organização aqui.
    Primeiras semanas, uma eficiência só, tudo brilhando, perguntando se estávamos satisfeitos, cozinhando bem, uma alegria.
    Próximas semanas, vimos que não conseguiríamos pagar as contas de supermercado se continuasse como estava. Comia como louca e usava todos os produtos de limpeza como se não houvesse amanhã. Estou me recuperando de um problema de saúde, trabalho muito e estudo, mas ela me desesperava todas as manhãs exigindo que comprasse o limpa-vidros que acabou, o álcool, etc, etc. Falando de desgraças e de todos os seus conhecidos pelos cotovelos, não me deixava trabalhar em casa, nem trabalhava ela mesma.
    Conversamos e pedimos para economizar nos produtos.
    Mais algumas semanas passamos a notar as louças mal lavadas, inclusive, uma panela tão encardida que quase vomitei ao ver. Limpeza decaiu. Comida idem. Não obedecia pedidos simples – aliás, cada pedido (pedido…) era um drama, ela gritava: “MAS EU JÁ LIMPEI!” ou “POR QUE, NÃO FICOU BOM QUANDO EU LIMPEI?”. E haja calma pra explicar que pedidos não são acusações. Respondia e reagia mal a tudo, com carão e aspereza, a qualquer coisa. Somos pacíficos e detestamos gritos, não continuamos as conversas, deixamos pra lá.
    Chegou a fase “stalker”, em que ela me seguia enquanto eu me arrumava para sair e perguntava em tom ameaçador por que eu não usava o hidratante que ela trouxe a amostra pra mim.
    Outro dia perguntei onde estavam os brinquedos do Max, ela disse: “devem tar embaixo do sofá”. Tipo, então ela não varre embaixo do sofá? Detalhe, nem foi procurar os brinquedos.
    Já cansados desses aborrecimentos, observamos falta de higiene em alguns aspectos culinários. Para completar, me deparei ontem com meus 2 pentes e escova preferidos (que ficam guardados numa gaveta) cheios de cabelos dela (a cor do dela é diferente da dos nossos), além de toalhas de papel usadas para toalete (!!) jogadas no lixo aberto da cozinha.
    Estou querendo gritar e quebrar tudo pela rua, como no quadro da Amy Winehouse do Pânico. Mesmo sendo de confiança, não dá pra agüentar essas coisas – é um preço muito alto a se pagar para não ser roubada. Quero dispensar, não agüento mais!
    Socorro, meninas!
    Beijos

    • Oi querida!
      Quando eu tinha empregada (minha última foi embora há quase cinco anos), dificilmente contratava alguém que falava mal do emprego anterior. Isto, para mim, era sinal de que eu seria a próxima… sempre preferi gente que saiu do emprego por motivos diferentes deste. Consumo alto de material de limpeza é normal, eu gasto muito limpa-vidros na faxina semanal, mesmo não tendo tantas janelas assim. O problema maior é que visivelmente vocês três não se deram bem, e isto é fundamental para um relacionamento dentro de casa. Essa coisa de pedir algo e ser mal interpretada, eu resolvia com uma lista de tarefas, que deixava na geladeira. Na contratação, eu já avisava que, quando precisasse que algo fosse feito, o bilhete estaria lá. Sem estresse. A pessoa tem o direito de, sabendo das regras da casa, virar as costas e ir embora, como qualquer trabalhador. O importante é, no momento da contratação, deixar tudo MUITO claro, para não haver queixas. Com relação a sua atual empregada, esqueça, não vai dar mais certo. O melhor é você se reunir com seu marido e dividir as tarefas até encontrar outra pessoa de confiança. Eu sempre preferi ficar só à manter, ou contratar, alguém que não queria. Hoje, estou também sem faxineira, pois não estava satisfeita com o serviço da última e encerrei o contrato, há oito meses. A família está dividindo as tarefas e a gente vai levando, enquanto não aparece alguém viável. O importante é ter o compromisso de todos. Boa sorte!

      • Cansada

        Querida Blogueira genial,

        Muito obrigada pela sua resposta hiper rápida! Eu é que demorei para trazer as novas.
        Dispensei e digo que nunca fui tão feliz…rs.
        Antes achava que precisava muito de uma ajudante. Agora, encontrei forças para resolver os problemas e o delicado estado de graça de não estar nem aí para certos detalhes…
        Quanto ao comentário dos produtos, o consumo era anormal mesmo. Imagine uma garrafa de 500ml de azeite extra-virgem por semana? Fora todas as coisas que ela rasgou ou quebrou e colou torto com super bonder, e com o passar das semanas, fomos descobrindo. Aliás, se alguém vir uma faca de serra, uma panela e um pacote de bobs de cabelo andando por aí, me avise.
        Na primeira semana após a ida dela, vi que ela arranhou TODAS as minhas panelas, mesmo após inúmeros pedidos para utilizar somente certos utensílios. Além disso, quebrou metade das minhas persianas (que estavam imundas… não deve ter quebrado durante a limpeza).
        Sobre o bilhete, para mim não ia dar. Esse é até um ponto doído para mim – a moça não era alfabetizada e eu me propus a ajudá-la, ensinando-a . Pensam que houve gratidão? Não…
        Enfim, o que posso dizer a todas as leitoras é aquilo que busquei quando achei esse ótimo blog: se você acha que consegue se virar em casa sem ter esse tipo de aborrecimento, tente. É claro que existem ótimas exceções, com pessoas boas e que trabalham bem. Quem sabe eu possa ser agraciada com isso quando estiver realmente precisando. Mas vale a pena ter a coragem para sair de um estado de costume, mas que está te levando ao aborrecimento.
        Abraços e força a todas!

  2. Mariana Caldas Martins

    Cansada… essa sua empregada é das piores que já ouvi. Qualquer trabalhador de qualquer área escuta pedidos e sugestões. Normal. Essa que você achou é ruim e sempre será.
    Da próxima vez tente se envolver menos com a vida pessoal dela (tipo assim, nada de ouvir ladainhas intermináveis desde o primeiro dia, nada de ensinar a escrever) Se afaste para tentar ter dela uma atitude mais profissional. Eu já cometi esse erro várias vezes e percebi que funciona muito melhor assim. Me envolvo o mínimo. Trato bem, pago todos os direitos e ponto final.
    Ela vinha de emprego ruim? Era maltratada? Tadinha, mas agora deve estar falando tudo isso de você. Melhor correr desse tipo. Se já vier com ladainhas, problemas e jeito de coitada desde o primeiro dia não vai dar certo. Sempre assim.

    • Cansada

      Mariana, vc tem toda razão. Foi uma lição pra vida toda. Antes eu não entendia isso e até achava maldade – como muitos comentários que vi em outros sites – mas hj vejo que apenas alguém que nunca teve a boa vontade explorada e nunca foi sacaneado dessa forma poderia pensar assim. Algumas pessoas não sabem valorizar o tratamento carinhoso e excessivamente respeitoso que recebem, e os bem intencionados o dão imaginando que a pessoa, ao ver seu trabalho tão reconhecido, ficará feliz e o ambiente de trabalho será saudável para todos. Mas alguns, ao invés de tratar isso como uma dádiva, passam a te tratar como frouxa, trouxa e a abusar da confiança que receberam. Fica o alerta para os “defensores ectremistas dos trabalhadores oprimidos”: essa via é uma estrada de mão dupla.

  3. Regina Lirio

    Boa tarde a todas! Eu estava muito feliz. Há 3 meses atrás arrumei um doce de pessoa que começou a trabalhar em minha casa. A voz dela é suave, tem toda uma candura no falar , bastante educada..
    E é ótima, é excelente no serviço.
    Ela tem 2 filhos , um de 9 anos e outra de 3 anos
    Gosta de contar que detesta fazer dívidas e diz que paga tudo que compra em dia.
    Porem… comecei a notar algumas contradições na conversa , nos relatos dela.
    Eu já estava me preparando para registrá-la de acordo com a lei, mas de repente resolvi deixar algum dinheiro nos bolsos de roupas para lavar.
    Resumindo: A mulher já levou alguns reais várias vezes e agora sei que a voz macia e a história de honestidade que ela tenta passar é só fachada. Vou despedi-la
    Mas o pior, o pior mesmo é que parece que está instalada no Brasil a seguinte opinião : TODAS as patroas são escravagistas , que exploram sem dó nem piedade as empregadas domésticas , que são TODAS honestas, inocentes e desprotegidas.
    Pergunto : Não se pode fazer nada , nada , para proteger a nós , que empregamos ? Nós empregamos . Não trazemos a laço pra dentro de nossas casas .
    Contribuímos para minimizar a pobreza , mas somos encaradas como verdadeiras criminosas e fica por isso mesmo ?
    Donas de casa : não podemos nos unir e exigir leis que nos defendam ? Essas leis que aqui estão só nos amordaçam , impedem que denunciemos quando nos roubam dentro de casa na maior cara de pau.
    Vamos todas ficar de braços cruzados ? É assim aqui neste Brasil ?

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