“Forbes” fala sobre o fim do trabalho doméstico no Brasil

O artigo é muito interessante, principalmente porque o repórter morou 10 anos no Brasil. Como eu sempre falo aqui, temos que nos preparar, pois o serviço doméstico começará ser feito por todos da casa, muito em breve. O maior sinal disto é que a maioria não está satisfeita com o que tem, nem patrão nem empregado. Sempre achei uma loucura pessoas que constroem casas gigantes (meu terreno tem 1,1 mil m2 e minha casa tem 100 m2), trauma de infância, sei lá o motivo. Eu sempre visualizo uma vida cada vez mais simples e sigo na linha de que o empregado doméstico tem que lutar para conseguir uma carreira melhor. O único que resiste bravamente na minha casa é o motorista, mas minhas filhas estão chegando na maior idade e eu ofereci a ele pagar um curso técnico (do que ele escolhesse), pois o cara tem muita visão e vai se dar bem no mercado. Tudo bem que ele escolheu o curso de vigilante e eu estou com medo da mulher dele querer me matar, mas, pelo menos, é melhor do que trabalhar lá em casa…

http://www.forbes.com/sites/kenrapoza/2013/01/22/brazils-poor-middle-class-and-the-poor-that-no-longer-serve-them/

E a Folha de São Paulo fez uma matéria comentando o artigo da Forbes.

http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/1220184-ana-estela-de-sousa-pinto-nossos-filhos-sem-domesticas.shtml

3 Comentários

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3 Respostas para ““Forbes” fala sobre o fim do trabalho doméstico no Brasil

  1. Só pra dizer que tenho gostado de passar por aqui e que tive uma baita sorte com minha ex-diarista [só não uso mais os serviços dela porque me mudei de cidade]. Qto as empregadas que tivemos em casa no período da minha infância/adolescência, espero que continua assim: só ouvir falar delas qdo Eu estou contando algum “causo”.
    abs!

  2. Paola

    Olá! Realmente já estamos vendo essa tendência na prática, pois ao menos em São Paulo está cada vez com menos pessoas disponíveis que trabalham na área doméstica.
    Isso é uma coisa boa, estão indo para outras áreas.
    E ao mesmo tempo é o momento das famílias começarem a se adaptar e a dividir o serviço (inclusive cobrando isso da parte dos homens), e morando em um espaço que seja possível de ser cuidado por todos.
    Daqui há alguns anos será como na Europa, que apenas as pessoas muito ricas terão empregadas….
    Como no momento estou sem faxineira (e muito feliz, diga-se de passagem), digo que já estou me adaptando à nova realidade…. eheheheh

    • Oi Paola!
      Nem as pessoas muito ricas têm empregados, no “Primeiro Mundo”. Eu fui na casa do presidente da GM fazer uma entrevista para o jornal que trabalhava na ocasião, e, depois de uma meia hora de conversa, a esposa dele chegou esbaforida. Eu não entendi muito o porquê até vê-la, minutos depois, aparecer na sala carregando uma bandeja com refrigerantes e petiscos. Acho que se o chefe dela não tivesse liberado ela no horário naquele dia, certamente eu só teria bebido água! kkkkkk

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