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A volta da faxineira

Decidimos que a rotina de casa estava muito pesada e votamos pela volta da faxineira. Já fazia um ano e meio que estávamos sem ninguém e a chegada de mais um cachorro (que veio por doação, ou seja, aprontou todas em outras casas, já que cachorro educado ninguém doa!) complicou a rotina.

Decidimos pela esposa de um conhecido, para eliminar a questão da desconfiança. Uma vez por semana, apenas. No primeiro mês já foram dois itens quebrados, um deles caríssimo… sem contar que ela esqueceu o gato trancado no meu quarto e ele mijou toda minha cama. Não é fácil lidar com empregados domésticos, com certeza, mas eu tive que colocar na balança os prós e contras. Estávamos todos cansados. Venho ajustando as coisas com ela desde então e não aconteceu mais nada de grave.

Ainda morro de medo do manuseio de itens caros. Cheguei em casa de viagem e encontrei o tapete persa no quarto da minha filha, aquele local que recebe adolescentes com bala, pipoca e refrigerante! Não a culpo de não saber o que significa aquele item, só não entendo porque ele foi trocado de lugar sem me perguntar…

Bom, entre mortos e feridos, estamos indo bem. Mas eu evito áreas de atrito. Nada de porcelana ou cristal. Não deixo para ela lavar nenhum desses itens, pois percebi, da pior forma possível, que ela tem mão pesada. Mas isto tem uma vantagem: ela lava banheiros muito melhor que eu!

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Nova “Lei das Domésticas”

Há cinco anos que eu venho falando aqui no blog que o serviço do empregado doméstico estava em vias de extinção, mas acho que, finalmente agora, todo mundo está concordando comigo! Já me perguntaram até se eu era vidente! kkkkkkkk

Bom, era uma coisa óbvia, já que ambas as partes não estavam mais satisfeitas com esta relação, nem patrão, nem empregado. Acho que o maior problema hoje é de quem tem filho pequeno com babá dormindo em casa. Não consigo ver uma saída, a não ser trabalhar menos, seja o pai, seja a mãe. As escolas integrais são uma excelente alternativa mas, no final do dia, alguém tem que buscar a criança no colégio… acredito que, passado este difícil processo de mudança, muitos pais perceberão que estavam acomodados na rotina do trabalho e que esta otimização de horário aumentou o convívio familiar.

Agora, para quem não tem filho pequeno, é mãos à obra! Acabou essa história de chegar do trabalho e deixar roupa na sala, tomar banho e deixar a toalha molhada em cima da cama, beber água e não lavar o copo, só comer depois que a mãe chega em casa… se na família não se unir em torno do trabalho doméstico, não vai ter dinheiro que pague as horas extras das empregadas.

Tenho pensado em dar uma intensificada nas pesquisas por métodos que facilitem a vida. Outro dia vi uma coisa tão besta e tão útil que eu só me perguntava o porquê de não ter pensado nisto antes. Era um sapateiro, daqueles que ficam pendurados atrás de portas, usado para organizar materiais de limpeza. É bom até para uma pessoa como eu, que tem muito espaço na área de serviço. Serviço de casa tem que ser descomplicado e, se você vai “dividir” as tarefas agora com faxineira/empregada, tudo tem que estar visível para todos.

Outra questão que aprendi a duras penas é não pagar extra para a empregada/faxineira passar roupa. A minha negligenciava o serviço da casa, cuja grana já estava garantida, para ficar passando roupa. Imagine agora com o tempo de trabalho sendo cronometrado por um relógio de ponto?! O melhor é comprar uma lava-roupa e uma secadora, optar por roupas que não amassem muito, para não ter que passá-las (eu não passo nada!), e mandar as camisas sociais para a lavanderia. Na minha cidade tem uma que passa camisa por R$ 2,50, a partir de 10 camisas.

A matéria da Veja explica um pouco das mudanças legais.

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/pec-das-domesticas-o-que-muda-para-o-empregador

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Meu blog não é uma democracia

Quando criei este blog, tinha a intenção primeira de desabafar e, depois, de encontrar pessoas que estivessem passando pelos mesmos problemas com empregados domésticos. Bom, quero esclarecer, então, que não adianta enviar para cá comentários que tentem desmoralizar nem a mim e nem as minhas leitoras assíduas. Não adianta, não vou aprovar comentário de empregada doméstica, de pessoas que nitidamente não são responsáveis pelo relacionamento com estes profissionais em suas casas, ou que simplesmente gostam de defender o que definem como “minorias oprimidas”. Minha última faxineira não se sentia nem um pouco oprimida ao chegar para trabalhar depois do almoço, indo embora às 16h, se aproveitando da minha ausência.

Quem quiser fazer política com empregada doméstica, que crie seu próprio blog! E as empregadas que quiserem voz, também podem criar seus próprios canais.  Aqui, não adianta, não vou publicar. Minhas leitoras chegam aqui sofridas, assustadas, cansadas e era só o que faltava agora eu autorizar a publicação de comentário grosseiro e sarcástico! Faça-me o favor…

A internet deu a todos os seres humanos a possibilidade de ter voz, e aqui é a voz de quem não está satisfeito com seu empregado doméstico. E só. Como toda mulher que trabalha e ainda administra filhos, marido, empregados e casa, democracia é muito bom da porta pra fora!

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O gato subiu no telhado… da casa da minha faxineira!

Nova função do "Putz"

Pois é, tive que arrumar mais uma função para minha lista de compras da porta da geladeira… pior foi que não adiantou muito. Pelas coisas que eu tive que listar para a faxineira fazer, vocês já podem perceber que o serviço tem ficado uma porcaria.

Ela era muito boa, no começo, mas, de uns tempos para cá, acho que está fazendo duas faxinas no mesmo dia. Como eu tinha um acordo, sugerido por ela, de pagar por fora as camisas do meu marido que ela passasse, além de sair cedo, ela está perdendo um tempo enorme passando camisa, pois é extra, e deixando o resto de lado, que já é dinheiro garantido…

Ontem, quando deu 13h, ela disse que estava passando mal e foi embora. Claro que ela foi correndo para a outra faxina! Eu a vi de manhã e não tinha nenhum sinal de doença.

Na próxima semana, vou ver o que acontece. Se continuar da mesma forma, vou cancelar as camisas, pois ela está fazendo as coisas tão correndo que esquece lugares sujos, acumula roupa e até quebrou minha lixeira de recicláveis, que é caríssima. E acho que vou acabar cancelando todo o serviço, pois nunca vi faxineira melhorar depois que patrão reclama de serviço mal feito…

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“Belas Artes” da Diarista

Não podia deixar de postar esta foto, porque, se apenas contar, ninguém acredita. Uma amiga do meu marido, que não têm filhos, chegou do trabalho tarde e, na manhã seguinte, encontrou estes desenhos na parede. Apenas a empregada havia estado lá no dia anterior. Esperou ela chegar e, num misto de revoltada e curiosa, perguntou se ela tinha levado alguma criança na véspera. Vejam o diálogo:

– Fulana, você trouxe uma criança para cá ontem?

– Claro que não, Dona Carol.

– Então o que é isso?!

– Calma, eu posso explicar, eu estava testando a ponta do lápis…

 

Dispensou a empregada, para que ela possa se dedicar às “belas artes”…

arte da empregada

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Filet Mignon na geladeira

Minha amiga Flávia estava revoltada com a diarista dela (que não por acaso é a mesma minha). Na semana passada, ela viu que o arroz não iria dar (vivem na casa apenas ela e o filho de 11 anos) e fez mais uma panela de arroz, para completar. Quando voltou, a empregada tinha comido toda a panela de arroz fresco e deixou o arroz da geladeira para ela e o filho. Na semana que antecedeu este episódio, a empregada tinha descongelado uma bandeja de meio quilo de filet mignon e comeu inteira, junto com a passadeira… pense numa pessoa revoltada??

Ponderei que não dava para ela reclamar de algo que não tinha estabelecido regra, então, esta era a hora de colocar as regras. Ela disse que iria separar a comida para a diarista e ponto final e que sabia que ela iria sair falando mal, como fala da minha casa (?!). Pois é, descobri que a diarista reclama que lá em casa só tem macarrão…

A minha primeira diarista, numa das nossas discussões que culminaram no cancelamento dos serviços dela, reclamava que eu não fazia comida para ela. Isto mesmo… usei da minha prerrogativa de patrão e a dispensei. Quando a Flávia me contou a história do macarrão eu ri e disse que a empregada estava dando sorte, pois o macarrão era sobra do final de semana! Aqui em casa jantamos salada, sopa ou sanduíche, macarrão só sábado e domingo, e almoçamos todo dia na rua.

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Casa da Diarista X Sua Casa

É muito difícil me encontrar com a minha diarista. Normalmente, quando alguma coisa não está agradando, deixo um bilhete com a observação do local sujo e as coisas têm funcionado bem.

Hoje, por acaso, vim almoçar em casa e era o dia dela. Tinha uma coisa que eu nunca entendia, que era o fato dela empilhar os pratos aleatoriamente (raso, fundo e sobremesa misturados). Eu pensava assim: não é possível que ela faça isso na casa dela…

Aproveitei o inusitado de eu estar em casa, abri a porta do armário e perguntei:

– “Fulana” na sua casa você guarda os pratos assim?

– Assim como?

– Misturados.

– Não…

– Então por que na minha casa você faz assim??

(ela riu…)

Esta técnica já tinha dado certo antes e acho que vou usá-la mais vezes, para coisas óbvias, claro. Da primeira vez que usei foi quando encontrei, no cesto de roupa suja, um tênis de escola (quem tem filho pequeno sabe o que isto significa!) em cima de todas as roupas íntimas da casa. Neste dia perguntei se na casa dela ela lavava calcinha junto com tênis. O olhar dela foi de indignação, como quem diz, “não sou porca!”.  Aí eu fiz a fatídica pergunta e ela ficou arrasada… não sei se vai dar certo com todas, também não sei se dá pra usar esta pergunta muitas vezes, mas confesso que estou bastante contente de conseguir fazer um link com a casa dela. Se ela quer o melhor pra casa dela, também tem que querer o melhor pra minha! E assim vou vivendo…

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