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Nova “Lei das Domésticas”

Há cinco anos que eu venho falando aqui no blog que o serviço do empregado doméstico estava em vias de extinção, mas acho que, finalmente agora, todo mundo está concordando comigo! Já me perguntaram até se eu era vidente! kkkkkkkk

Bom, era uma coisa óbvia, já que ambas as partes não estavam mais satisfeitas com esta relação, nem patrão, nem empregado. Acho que o maior problema hoje é de quem tem filho pequeno com babá dormindo em casa. Não consigo ver uma saída, a não ser trabalhar menos, seja o pai, seja a mãe. As escolas integrais são uma excelente alternativa mas, no final do dia, alguém tem que buscar a criança no colégio… acredito que, passado este difícil processo de mudança, muitos pais perceberão que estavam acomodados na rotina do trabalho e que esta otimização de horário aumentou o convívio familiar.

Agora, para quem não tem filho pequeno, é mãos à obra! Acabou essa história de chegar do trabalho e deixar roupa na sala, tomar banho e deixar a toalha molhada em cima da cama, beber água e não lavar o copo, só comer depois que a mãe chega em casa… se na família não se unir em torno do trabalho doméstico, não vai ter dinheiro que pague as horas extras das empregadas.

Tenho pensado em dar uma intensificada nas pesquisas por métodos que facilitem a vida. Outro dia vi uma coisa tão besta e tão útil que eu só me perguntava o porquê de não ter pensado nisto antes. Era um sapateiro, daqueles que ficam pendurados atrás de portas, usado para organizar materiais de limpeza. É bom até para uma pessoa como eu, que tem muito espaço na área de serviço. Serviço de casa tem que ser descomplicado e, se você vai “dividir” as tarefas agora com faxineira/empregada, tudo tem que estar visível para todos.

Outra questão que aprendi a duras penas é não pagar extra para a empregada/faxineira passar roupa. A minha negligenciava o serviço da casa, cuja grana já estava garantida, para ficar passando roupa. Imagine agora com o tempo de trabalho sendo cronometrado por um relógio de ponto?! O melhor é comprar uma lava-roupa e uma secadora, optar por roupas que não amassem muito, para não ter que passá-las (eu não passo nada!), e mandar as camisas sociais para a lavanderia. Na minha cidade tem uma que passa camisa por R$ 2,50, a partir de 10 camisas.

A matéria da Veja explica um pouco das mudanças legais.

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/pec-das-domesticas-o-que-muda-para-o-empregador

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“Forbes” fala sobre o fim do trabalho doméstico no Brasil

O artigo é muito interessante, principalmente porque o repórter morou 10 anos no Brasil. Como eu sempre falo aqui, temos que nos preparar, pois o serviço doméstico começará ser feito por todos da casa, muito em breve. O maior sinal disto é que a maioria não está satisfeita com o que tem, nem patrão nem empregado. Sempre achei uma loucura pessoas que constroem casas gigantes (meu terreno tem 1,1 mil m2 e minha casa tem 100 m2), trauma de infância, sei lá o motivo. Eu sempre visualizo uma vida cada vez mais simples e sigo na linha de que o empregado doméstico tem que lutar para conseguir uma carreira melhor. O único que resiste bravamente na minha casa é o motorista, mas minhas filhas estão chegando na maior idade e eu ofereci a ele pagar um curso técnico (do que ele escolhesse), pois o cara tem muita visão e vai se dar bem no mercado. Tudo bem que ele escolheu o curso de vigilante e eu estou com medo da mulher dele querer me matar, mas, pelo menos, é melhor do que trabalhar lá em casa…

http://www.forbes.com/sites/kenrapoza/2013/01/22/brazils-poor-middle-class-and-the-poor-that-no-longer-serve-them/

E a Folha de São Paulo fez uma matéria comentando o artigo da Forbes.

http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/1220184-ana-estela-de-sousa-pinto-nossos-filhos-sem-domesticas.shtml

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A Diarista

Depois de um longo e tenebroso inverno, consegui uma faxineira. Fechei com ela de 15 em 15 dias, afinal de contas, pra quem estava completamente sozinha desde março, qualquer coisa era lucro. No primeiro mês me senti nas nuvens pois, afinal, não precisaria mais limpar ralinhos de pia… no segundo mês de trabalho, recebo uma ligação esbaforida dela dizendo que estava saindo de férias!  Pois é… avisei que, infelizmente, quando ela estivesse voltando de férias, eu estaria saindo, então, ela acabou ficando dois meses sem trabalhar.

Agora em fevereiro, ela me trouxe a proposta irresistível de ir toda semana. Meninas, foi mais forte que eu, aceitei imediatamente! Estou cansada, o Jorge está trabalhando de segunda à segunda, graças aos escândalos que estão acontecendo em Brasília, e as meninas estão bem bagunceiras. Pelo meu nível de organização, acho que dá até para viver vida de madame! Tudo bem que é uma madame que trabalha, lava roupa e louça e coloca café da manhã, mas não faz mais NADA. Minha amiga Lolo se recusa a ler o meu blog. Ela mora na Espanha e não tem a menor chance de ter empregada, mesmo se quisesse. Nestas horas, eu entendo ela…

Este período sem ninguém foi bom pra ver que certas coisas as diaristas realmente não fazem e nunca vão fazer, a não ser que você mande. Embaixo do piano, poeira dos bichinhos de pelúcia da prateleira, fruteira da cozinha, em cima do ar-condicionado, varal da cortina da sala e porta dos armários por dentro, eu já desisti de ficar pau da vida quando encontro sujo, não tem jeito, tem que pedir pra fazer.

Outro dia minha amiga Fefê estava desesperada procurando uma diarista. Tive com ela o seguinte diálogo:

 ELA –  EU NÃO QUERO SOBREVIVER UMA SEMANA SEM DIARISTAAAAAAAAAAAAAAAAA! Tô aflita porque não quero lavar as roupas, passar, arrumar a cama, tirar o pó, secar, aspirar, cozinhar, polir…. nossa, com tantos verbos eu já me cansei!

EU – e você acha que a sua diarista faz isto tudo?!! faça-me rir… então, deixa eu lhe contar a realidade:
polir – hahahahahahahahahaha! elas nunca fizeram isto na sua casa! além do mais, quanta prataria você tem???
pó – só tiram uma vez por mês
aspirador – só nos tapetes, quando aparentam sujeira
cozinhar – quem disse que você come em casa??? além do mais, a comida de um congelado chique da Asa Sul é maravilhosa
lavar, passar – mande a roupa pra lavanderia. economize roupa, não coloque pra lavar coisas que não estejam realmente sujas
cama – vai se ferrar!!!!!!!!!!!!!!! arrumar a cama não cai a mão!!!!!!!!!!! tá f… você vai pro blog…

e foi…

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Lavanderia self-service e empregada massagista

Semana passada tive a minha mais americana das experiências: lavar roupa numa lavanderia self-service. Voltei de férias e encontrei a maior pilha de roupa suja de todos os tempos, eram cerca de 40 quilos! A minha modesta máquina de 8 quilos não daria conta do recado… fora que o limite físico dos varáis faria com que eu passasse, pelo menos, 3 dias naquela maratona.

Eu sempre tive curiosodade de enfrentar uma lavanderia self-service, daquelas que a pessoa tira, inclusive, a roupa que está vestindo, para lavar. Claro que eu não precisei fazer isto, mas foi por pouco… bom, tinham dois endereços conhecidos na cidade e lá fui eu fazer orçamento. Na primeira, eu não faria o serviço, eles cobravam 25 reais para eu deixar minha roupa em um cestinho, que caberia, no máximo, 8 quilos. Sem passar. Para uma pessoa com 40 quilos de roupa, ficaria caro.

Parti para outra lavanderia, esta sim, self-service de verdade. A máquina de lavar aguentava 15 quilos e a de secar cerca de 8. Lavei e sequei 30 quilos de roupa (deixei as toalhas pra lavar em casa mesmo) em uma hora e meia. Usei duas máquinas ao mesmo tempo, ao preço de 20 reais cada. Precisei de mais de duas máquinas para secar toda aquela roupa. No final, paguei 65 reais.

O mais engraçado é o pessoal que frequenta estes lugares. Descobri que os donos de lavanderia nunca consertam direito as máquinas de secar, que estas, por sua vez, nunca comportam a mesma quantidade de roupa que sai de uma máquina de lavar lotada, e que tirar da secadora roupas com muitos botões de metal é queimadura na certa…

Eu vinha querendo comprar uma máquina que lava e seca, no mesmo tambor, mas diante da quantidade de secadoras quebradas que a lavanderia tinha, acho que não vou apostar todas as minhas fichas num só equipamento.

Mudando de assunto, estou querendo fazer uma enquete. Minha amiga Sisi arrumou uma empregada muito boazinha, que tem curso de massagista, estética e relaxante. Vocês acham que ela deve utilizar os serviços?!

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“Socooooorro! As babás estão em extinção”

Gente, adorei esta matéria que saiu na Época online! Meu amigo Gusta me mandou, por saber que eu me interesso pelo assunto… hehehe. Gostei deste negócio de “Criança Terceirizada”…

 

Socooooorro! As babás estão em extinção

Kátia Mello

De um dia para outro, eu fiquei sem babá. A pessoa que cuidava do meu bebê de 7 meses e do meu outro filho, de 3 anos, quebrou o pé e anunciou que partiria para sua cidade natal, na Bahia, onde a mãe poderia tomar conta dela. Depois de sua partida, o caos instalou-se em minha casa. Eu e meu marido somos profissionais liberais e não tenho sogra ou mãe na mesma cidade. Então com quem deixaria meus pequenos?

Comecei a minha saga atrás de uma babá e em três semanas descobri o que as estatísticas acabam de revelar em uma pesquisa inédita da Organização Internacional do Trabalho: há uma grande demanda de babás e uma pequena oferta de boas profissionais nesse mercado. O Brasil é um dos poucos países em que ainda há serviço doméstico. São 6,6 milhões de brasileiros que ocupam essa categoria, sendo que, desse total, 93,2% são mulheres e 6,8% são homens. As babás são 10%, ou seja, são mais de 6oo mil mulheres, mas está cada vez mais difícil encontrar uma boa profissional, com referência e experiência. Como a demanda é grande, o que existe é um aumento no número de mulheres que querem ser babás por conta do salário. São empregadas domésticas, auxiliares de enfermagem, cozinheiras e até arrumadeiras temporárias que, desempregadas, buscam a chance de ganhar melhor que uma empregada doméstica. O piso salarial de uma babá é o mesmo de uma empregada doméstica, o salário mínimo nacional, de R$ 465,00, mas elas podem ganhar cerca de R$ 1.200, dependendo do tipo de trabalho que exercem. As que não têm experiência e formação acabam zanzando de agência em agência, sem obter emprego.

Na Inglaterra são raras as mães trabalhadoras de classe média que podem pagar as 10 libras (cerca de R$ 32) a hora, exigidas por uma au pair. Talvez as nossas tradições da casa-grande & senzala tenham feito com que nos tornássemos dependentes dessas mulheres dispostas a cuidar de nossos filhos. O pediatra José Martins Filho, ex-reitor da Unicamp e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria, vai além. Ele diz que as mães brasileiras delegam tanto os cuidados de seus filhos que eles estão sendo terceirizados. Autor de A Criança Terceirizada – Os descaminhos das relações familiares no mundo contemporâneo (ed. Papirus), Martins diz que a mãe deveria cuidar de seu filho até que ele completasse 2 anos. Além de ter defendido a licença-maternidade de seis meses (aprovada no ano passado), ele diz que a mãe, para poder amamentar, deveria trabalhar apenas meio período ao voltar da licença. Mas como fazer isso no mundo moderno?

Se, por um lado, as babás tornaram-se auxiliares fundamentais para quem trabalha fora, por outro existe a percepção de que elas realmente estão substituindo as mães e fazendo parte dessa terceirização a que o pediatra se refere. É só prestarmos atenção em como aumentou o número de mulheres de branco nos domingos cuidando de crianças na Praia de Ipanema. Ou ainda reparar nessas profissionais dando de comer aos bebês nos almoços dominicais em shoppings paulistanos. Onde estão as mães que delegam tudo às babás, até nos fins de semana? Martins prega a conscientização daqueles pais que reclamam que é um “saco, trabalhoso e chato” cuidar dos pequenos. Ele diz que, antes de ser pai ou mãe, é necessário saber que criança dá mesmo muito trabalho.

Senti essa exaustão na pele e até adoeci (tomei antibiótico, corticoide e muitas inalações para a minha bronquite). Voltei a ter uma ajudante. Mas ficar sem ela durante um certo período também me trouxe muitas alegrias. Passar a dar banho nos meus filhos diariamente se tornou uma das atividades mais prazerosas do meu dia a dia. E você, acredita que as mães estejam terceirizando a maternidade?

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Os anéis de ouro da babá

Chegamos de viagem ontem e fizemos uma faxina daquelas na casa. Embaixo do piano dava medo… tinha inseto que eu nunca vi na vida, morando lá com mulher, filhos, sogra, cachorro, papagaio etc. Já os primos deles estavam morando atrás do móvel dos DVDs, no escritório… sério, estes dois lugares não são limpos há, pelo menos, seis meses. Levando-se em consideração que este é o tempo que eu fiquei com faxineira em casa, ela NUNCA foi lá. Estou pensando em começar uma série de textos com o tema “como aprender a falar a língua da sua empregada”, para ver se eu me vigio mais e não deixo a faxineira chegar neste ponto. Vou amadurecer a idéia…

Bom, mas o tema de hoje tem a ver com a Páscoa na casa de uma amiga. Quando cheguei lá, havia um casal que eu não conhecia. A mulher, de bermuda preta, camiseta preta e muitos anéis de ouro nos dedos, passou a maior parte do tempo cuidando de suas duas crianças pequenas. Até almoçou com elas, uma vez que o almoço dos adultos demorou muito para sair. Quando a comida saiu, ela novamente sentou à mesa, ao lado do marido, e comeu de novo. Na hora de ir embora, se despediu de nós, chamando todas pelo nome. Achei estranho, pois eu nem tinha trocado mais do que um boa tarde, para ela saber meu nome.

Quando o casal se foi, comentei com a dona da casa como a esposa do fulano era tão calada e obtive de volta uma sonora gargalhada da minha amiga, que me revelou que a senhora esfomeada era a babá das crianças! Fiquei chocada. Primeiro pelos anéis de ouro e depois pela sensação de que a moça está tentando ocupar um espaço naquela relação. Conversando um pouco mais, fiquei sabendo que a esposa “verdadeira” está em crise bipolar há seis meses, sem sair do quarto, e que a babá faz tudo que ela deveria estar fazendo… e ganhando 3 mil reais para isto! Posso até estar enganada, mas que essa história cheira mal, lá isto cheira…

Gente, pelo amor de Deus, não tenham crise bipolar!

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Minha ex-faxineira

Agora no mês de março comemoro um ano sem empregada. O aniversário veio numa data difícil, pois estou abarrotada de trabalho e tenho dado pouca atenção às tarefas do lar.

Acordei hoje e dei de cara com o cachorro pequeno lá de casa dormindo embolado nas cobertas da Vavá. E roncando igual a um porco! Não sei como ela consegue dormir com o barulho que ele faz. Pior: o cachorro estava cheio de lama. Resultado: quando chegar hoje em casa terei que trocar as cobertas do colchão dela…

Dispensei a faxineira lá de casa. Decidi que não vou aguentar coisas que me incomodam e ela conseguiu chegar no meu limite mais rápido do que eu esperava. Tudo começou no feriado de Carnaval. Na Quarta-Feira de Cinzas era dia dela fazer a faxina no meu escritório. Como eu estava viajando e não teria expediente lá, pedi para o motorista ficar com a chave, esperando ela chegar. Não chegou. E também não deu a menor satisfação.

Na semana seguinte, o motorista foi perguntar o que aconteceu e recebeu uma saraivada de ignorâncias. Ela chamou ele de burro para baixo, por não ter combinado com ela. Ou seja, a patroa é ela. O motorista só respondeu que cumpria ordens minhas e não dela.

Bom, na semana seguinte, o motorista ficou nos ajudando a distribuir ovos de páscoa de um cliente do escritório, o que fez com que ele chegasse mais tarde lá em casa para buscá-la. Deixa eu explicar melhor. Moro num lugar que não tem ônibus, van ou carroça. Então, ou o trabalhador anda 40 minutos até o ponto mais próximo (a maioria faz isto), ou tem um patrão como eu, que fornece motorista para levar e buscar.

Voltando ao entrevero. Ele chegou tarde para buscá-la. Foi um fusuê. A mulher deu um ataque de pelanca e deixou um bilhete pra mim dizendo que aquele horário não dava pra ela. Como eu já estava de saco cheio mesmo, disse que tinha visto o bilhete e que não havia problema, pois eu já tinha arrumado outra faxineira lá pra casa (mentira, era só pra ela não querer voltar atrás). Saiu calada neste dia.

Ontem, no meio da manhã, recebo um telefonema dela dizendo que “nossa amizade” não era de agora, e que eu podia flexibilizar o motorista, mandando buscar ela mais cedo. Eu expliquei que o que tinha acontecido não foi de propósito e que eu não podia garantir que não fosse acontecer novamente, pois dependo dos meus clientes para pagar os salários de todos, além de minhas contas.

O pior mesmo foi quando eu expliquei que a demora tinha sido por conta da distribuição dos ovos de páscoa. Ela retrucou perguntando se não podia deixar para entregar outro dia. Eu expliquei que a agenda de senadores, deputados e do presidente da república (algumas das autoridades que receberam os ovos naquele dia) não estava condicionada a agenda dela. Mas ela não se fez de rogada, continuou argumentando que não era possível que eu tivesse compromissos demorados no dia da faxina dela. Expliquei que tenho compromissos demorados TODOS os dias! E finalizei aquela conversa absurda dizendo que o problema é que ela achava que o mundo girava em torno dela.

Agora eu começo uma nova etapa, a busca por uma nova faxineira…

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