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A gravidez da faxineira

Minha faxineira engravidou e eu tive que voltar para a pista em busca de outra. Uma amiga estava abrindo mão de um dia da dela e me indicou. Só tinha um porém: minha amiga mora em área nobre e eu moro num local de difícil acesso, no popular, no meio do mato… eu não gosto muito de pegar faxineiras que não sejam da vizinhança, porque quem não está acostumado ao local, estranha. Bom, mas eu decidi arriscar.

Dito e feito. Foi um caos. Como minha mãe estava entre a vida e a morte, tive que viajar às pressas e não pude recepcionar a faxineira nova. Quem o fez foi meu marido e minha filha. Só para resumir o que aconteceu, ela esqueceu de lavar o banheiro e, segundo minha filha, passou o tempo todo reclamando que eu morava longe. Como se ela morasse perto.

Eu deveria ter seguido meus instintos e continuado a procurar na vizinhança… toda vez que resolvo me arriscar, dá nisso. No que diz respeito às atividades domésticas, o melhor é ser conservador. Faxineira que está acostumada com áreas nobres da cidade, não gosta de atender gente em outras áreas, mesmo que você pague o igual.

Bom, minha faxineira grávida indicou uma tia dela que conhecia bem onde eu morava e não se incomodava com isso. Faxineira nova, vida nova. As pessoas são sempre muito diferentes e isto inclui a forma de trabalhar. Enquanto a minha antiga nunca tinha limpado a parede de espelho, esta nunca tirou tudo da bancada do banheiro para poder limpar totalmente. Tem um mosquito morto lá há algumas semanas… eu não limpei porque, se eu tirar ele de lá, não vou lembrar de ensiná-la que tem de fazer isso. Mas, nas últimas semanas, não tenho encontrado com ela. Estou saindo muito cedo e voltando muito tarde. O de sempre… pior é que amanhã é dia e eu não devo poder esperar ela chegar, novamente. O jeito vai ser deixar um bilhete ou ligar no celular.

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A volta da faxineira

Decidimos que a rotina de casa estava muito pesada e votamos pela volta da faxineira. Já fazia um ano e meio que estávamos sem ninguém e a chegada de mais um cachorro (que veio por doação, ou seja, aprontou todas em outras casas, já que cachorro educado ninguém doa!) complicou a rotina.

Decidimos pela esposa de um conhecido, para eliminar a questão da desconfiança. Uma vez por semana, apenas. No primeiro mês já foram dois itens quebrados, um deles caríssimo… sem contar que ela esqueceu o gato trancado no meu quarto e ele mijou toda minha cama. Não é fácil lidar com empregados domésticos, com certeza, mas eu tive que colocar na balança os prós e contras. Estávamos todos cansados. Venho ajustando as coisas com ela desde então e não aconteceu mais nada de grave.

Ainda morro de medo do manuseio de itens caros. Cheguei em casa de viagem e encontrei o tapete persa no quarto da minha filha, aquele local que recebe adolescentes com bala, pipoca e refrigerante! Não a culpo de não saber o que significa aquele item, só não entendo porque ele foi trocado de lugar sem me perguntar…

Bom, entre mortos e feridos, estamos indo bem. Mas eu evito áreas de atrito. Nada de porcelana ou cristal. Não deixo para ela lavar nenhum desses itens, pois percebi, da pior forma possível, que ela tem mão pesada. Mas isto tem uma vantagem: ela lava banheiros muito melhor que eu!

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Casa da Diarista X Sua Casa

É muito difícil me encontrar com a minha diarista. Normalmente, quando alguma coisa não está agradando, deixo um bilhete com a observação do local sujo e as coisas têm funcionado bem.

Hoje, por acaso, vim almoçar em casa e era o dia dela. Tinha uma coisa que eu nunca entendia, que era o fato dela empilhar os pratos aleatoriamente (raso, fundo e sobremesa misturados). Eu pensava assim: não é possível que ela faça isso na casa dela…

Aproveitei o inusitado de eu estar em casa, abri a porta do armário e perguntei:

– “Fulana” na sua casa você guarda os pratos assim?

– Assim como?

– Misturados.

– Não…

– Então por que na minha casa você faz assim??

(ela riu…)

Esta técnica já tinha dado certo antes e acho que vou usá-la mais vezes, para coisas óbvias, claro. Da primeira vez que usei foi quando encontrei, no cesto de roupa suja, um tênis de escola (quem tem filho pequeno sabe o que isto significa!) em cima de todas as roupas íntimas da casa. Neste dia perguntei se na casa dela ela lavava calcinha junto com tênis. O olhar dela foi de indignação, como quem diz, “não sou porca!”.  Aí eu fiz a fatídica pergunta e ela ficou arrasada… não sei se vai dar certo com todas, também não sei se dá pra usar esta pergunta muitas vezes, mas confesso que estou bastante contente de conseguir fazer um link com a casa dela. Se ela quer o melhor pra casa dela, também tem que querer o melhor pra minha! E assim vou vivendo…

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Empregada com síndrome de decoradora

Minha casa está uma loucura. Cheguei de férias na segunda e era uma poeirada só. Vivo um dilema grande: preciso de uma faxineira, mas tem que ser dentro das minhas regras. Estou decidida a não pegar qualquer uma.

Esta nova colaboradora terá que preencher alguns pré-requisitos. Primeiro, ser de confiança. Segundo, não precisar pegar ou levar no ponto de ônibus (lembrem-se, moro muito longe). Terceiro, saber fazer faxina! Já perguntei na portaria do condomínio, mas não consegui nenhuma indicação. Acho que vou partir para os vizinhos. Vai que alguma empregada deles quer fazer faxina depois de sair do trabalho, no sábado! Só que eu não me relaciono com vizinhos…

 Bom, enquanto tento sobreviver a este dilema, vai aí a história excelente de uma leitora e sua empregada.

Uma amiga carioca e advogada de sucesso me contou que a empregada dela (que trabalhava na casa há 9 anos) disse que estava “cansada” e precisava dar um tempo do trabalho. Três dias depois, veio uma moça indicada pela empregada da casa da mãe dela. Uma semana depois,  teve que mandá-la embora.

Logo no início, pintou um clima estranho, de não muito boas vibrações, como eu menciono no blog. Além do mais, não limpava, não passava… um dia ela chegou em casa no meio da tarde e a empregada estava assistindo televisão, com tudo sujo.

Pra completar, quebrou a geladeira recém comprada, o aspirador, rasgou o forro da espreguiçadeira, um estrago geral. O mais engraçado: apesar de não fazer nada direito, queria decorar a casa da minha amiga. Um belo dia, perguntou toda séria:

– A sra. não gostaria que eu mexesse nos móveis, mudasse “a decoração” de lugar?
– Como assim????
– Não, é que eu acho que a cama de casal deve ficar em outra parede, não está legal deste jeito. Outra coisa: por que a sra. não tem cortinas?

Ela pensou: kkkkkkkkkkkkkkk. E respondeu apenas:

– Não é para mexer na decoração, não. Pode deixar tudo como está.

Ela torceu para que a moça pedisse demissão. Mas não pediu, e continuou deixando tudo sujo. Até ser demitida…

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Os anéis de ouro da babá

Chegamos de viagem ontem e fizemos uma faxina daquelas na casa. Embaixo do piano dava medo… tinha inseto que eu nunca vi na vida, morando lá com mulher, filhos, sogra, cachorro, papagaio etc. Já os primos deles estavam morando atrás do móvel dos DVDs, no escritório… sério, estes dois lugares não são limpos há, pelo menos, seis meses. Levando-se em consideração que este é o tempo que eu fiquei com faxineira em casa, ela NUNCA foi lá. Estou pensando em começar uma série de textos com o tema “como aprender a falar a língua da sua empregada”, para ver se eu me vigio mais e não deixo a faxineira chegar neste ponto. Vou amadurecer a idéia…

Bom, mas o tema de hoje tem a ver com a Páscoa na casa de uma amiga. Quando cheguei lá, havia um casal que eu não conhecia. A mulher, de bermuda preta, camiseta preta e muitos anéis de ouro nos dedos, passou a maior parte do tempo cuidando de suas duas crianças pequenas. Até almoçou com elas, uma vez que o almoço dos adultos demorou muito para sair. Quando a comida saiu, ela novamente sentou à mesa, ao lado do marido, e comeu de novo. Na hora de ir embora, se despediu de nós, chamando todas pelo nome. Achei estranho, pois eu nem tinha trocado mais do que um boa tarde, para ela saber meu nome.

Quando o casal se foi, comentei com a dona da casa como a esposa do fulano era tão calada e obtive de volta uma sonora gargalhada da minha amiga, que me revelou que a senhora esfomeada era a babá das crianças! Fiquei chocada. Primeiro pelos anéis de ouro e depois pela sensação de que a moça está tentando ocupar um espaço naquela relação. Conversando um pouco mais, fiquei sabendo que a esposa “verdadeira” está em crise bipolar há seis meses, sem sair do quarto, e que a babá faz tudo que ela deveria estar fazendo… e ganhando 3 mil reais para isto! Posso até estar enganada, mas que essa história cheira mal, lá isto cheira…

Gente, pelo amor de Deus, não tenham crise bipolar!

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Desisti de ter empregada!

Depois de um ano e meio entrando e saindo de hospital com uma empregada que, aos 20 anos de idade, tinha 20 de pressão e um coágulo no cérebro, desisti de ter empregada em casa…

Meu marido já tinha levantado esta idéia, mas você sabe como é a “rainha do lar”, nunca imagina que o homem da casa está pensando em ajudar a esposa quando fala isto!

Ontem, decidi tentar descobrir de onde vinha aquele cheiro de cachorro que a sala exalava. Pra quem não sabe, sou voluntária do projeto cão-guia de cego e recebo, periodicamente, filhotes do projeto, que ficam na minha casa por um ano. A diferença deste animal para os outros 3 cachorros fixos da casa é que o cão-guia tem de ter acesso livre a todas as dependências. Ou seja, se der mole, ele faz xixi nos lugares mais inóspitos. E foi isto que encontrei ontem… uma poça de xixi, seco há pelo menos 10 dias, atrás do piano!!! Foi quando tomei a grande decisão: NÃO QUERO MAIS SABER DE EMPREGADA!

A família apoiou de cara, estava todo mundo de saco cheio de levar a antiga empregada para o hospital e ficar em casa fazendo o serviço dela, e pagando por isto…O primeiro dia é sempre traumático, mas confesso que com a ajuda da Tita ficou mais fácil. O Jorge também colaborou limpando tudo que sujou e arrumando a cama. Isto eu sei que foi difícil, pois ele não vê utilidade em se arrumar camas, mas como ele sabe que isto é MUITO importante pra mim, fez! Vocês não fazem idéia do quanto eu fiquei feliz com isto.

Mas o maior dos problemas não é este… administrar as crianças durante os horários em que elas não estão no colégio é que vai ser a grande ginástica desta mudança radical. Chamo de radical pois em um determinado momento da minha vida, entre 2000 e 2005, eu tinha empregada full time, com uma rendendo a outra, ou seja, não ficava nem um minuto sem ninguém.

Lotação da minha casa: 1 adolescente de 13 anos, 1 criança de 8, 1 marido, 3 cachorros fixos, 1 cão-guia, 1 gato, 1 passarinho, 2 galinhas, 1 motorista

O motorista é um capítulo a parte… comecei a achar que meus cachorros estavam ficando muito gordos e descobri que o motorista estava dando pra eles o equivalente ao que ele come, cerca de 1 quilo de comida! Conversei com o veterinário e só para vocês terem uma idéia, o maior tinha que estar comendo 600 gramas e o do meio 350 gramas. Não preciso nem dizer o quanto este do meio esta parrudo…

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